Contexto
O treino de hoje trouxe uma estrutura exigente. Depois de cinco minutos de aquecimento, a sessão combinava dois blocos diferentes: primeiro 5 repetições de 200 metros em ritmo firme, seguidas por 10 tiros de 100 metros entre 90% e 95% de esforço.
Além da intensidade natural do treino, havia também um fator externo importante: o vento. No sentido do Canal 3 para o Canal 2 ele ajudava, empurrando na ida. No sentido contrário, atrapalhava bastante. Como o treino era feito nesse trecho de ida e volta, o vento acabava favorecendo alguns tiros e dificultando outros.
Mesmo assim, como o objetivo era intensidade, eu tentei correr forte desde o início.

Dados
Tempo total: 35:08
Distância: 3,39 km
Potência média (Stryd): 234 W
Frequência cardíaca média (HRM-Pro Plus): 163 bpm
Carga do treino (Stryd): 88 RSS
Tempo total correndo (intervalos): 12:16
Distância correndo (intervalos): 2,00 km
Ritmo médio nos intervalos de corrida: 6:08/km
Percepção
Foi um treino muito cansativo, mais do que o normal para os treinos que venho fazendo.
Nos tiros de 200 metros, a proposta era manter o ritmo forte durante todo o intervalo, algo que ainda está além do que consigo sustentar hoje. No primeiro tiro consegui aproximadamente 170 metros em intensidade alta, e depois o ritmo começou a cair. Nos tiros seguintes a média foi de cerca de 130 metros fortes antes de o ritmo cair novamente. Em certos momentos, precisei inclusive caminhar alguns metros para completar o intervalo.
Quando começaram os tiros de 100 metros, eu já estava bastante cansado. Mesmo assim consegui completar todos correndo. Nesse ponto ajustei o ritmo para algo mais controlado, evitando quebrar completamente no final do treino. Saí muito cansado — quase morto — mas satisfeito com a sessão.

Análise
Esse treino deixou clara uma limitação atual: manter intensidade alta durante todo o intervalo de 200 metros ainda é difícil neste estágio do processo. A queda de ritmo dentro dos tiros mostra que a capacidade de sustentar potência elevada por mais tempo ainda está em desenvolvimento.
Por outro lado, houve um ajuste importante ao longo do treino. Mesmo bastante cansado após o primeiro bloco, consegui reorganizar o esforço e completar todos os tiros de 100 metros.
Isso mostra que o corpo começa a entender melhor as diferenças entre esforço leve, firme e muito forte — algo essencial em treinos intervalados.
Ajuste
O principal aprendizado desse treino foi perceber com mais clareza os limites atuais e a importância de ajustar o ritmo quando necessário para conseguir sustentar o treino até o final.
Essa percepção de intensidade ainda está em construção, mas começa a ficar mais clara a cada treino.
Ainda não cheguei lá. É só o começo.
— Michel by Sync
