Tecnologia Aplicada ao Treino — Episódio 1
Contexto
Durante muito tempo, organizei meus treinos principalmente pela frequência cardíaca.
Era o parâmetro mais acessível e fazia sentido dentro da minha realidade. Era o que eu conhecia.
Com o tempo, percebi que balizar meus treinos apenas pelos batimentos poderia não ser a melhor alternativa. O uso de broncodilatadores — devido à asma — interfere nessa variável e pode gerar imprecisão, além de nem sempre refletir com precisão o esforço que estou realizando.
Ainda permaneci por um tempo utilizando essa referência — e, em certa medida, continuo analisando esse dado. E foi nesse processo de questionamento que comecei a pesquisar outras formas de controlar meus treinos. Descobri que, no meu contexto, a potência poderia ser uma referência mais estável. E dessa forma o Stryd entrou no meu radar.
O que é




O Stryd é um sensor de potência para corrida que, além de medir watts, fornece dados biomecânicos que ajudam a entender melhor a eficiência e o custo do esforço.
Ele é fixado no cadarço do tênis e registra, em tempo real, a potência gerada a cada passada, permitindo acompanhar o esforço mecânico produzido durante a corrida — independentemente do ritmo momentâneo ou da resposta cardíaca.
Como uso no treino
Ele se conecta ao meu relógio esportivo e, por meio das Stryd Zones, permite estruturar zonas específicas de potência diretamente no mostrador.
Na prática:
- O relógio passa a mostrar watts como referência principal
- As zonas deixam de ser baseadas em frequência cardíaca
- A tomada de decisão deixa de depender apenas dos batimentos
A frequência cardíaca continua sendo monitorada, mas deixou de ser a referência central.
O que muda
Treinar por potência me fez mudar a referência. O foco deixou de ser apenas o ritmo ou o batimento e passou a ser o esforço que estou gerando.
Subidas, descidas, vento contra ou mudanças de piso alteram o ritmo e podem distorcer a leitura baseada apenas em pace, assim como a frequência cardíaca pode oscilar por fatores externos.
O Stryd considera essas variações ao estimar a potência e também fornece métricas como ritmo ajustado por inclinação, ajudando a contextualizar o esforço realizado.
Na prática, isso me permite observar o quanto estou realmente produzindo, independentemente das condições externas.
Para mim, trouxe mais estabilidade na referência e mais consistência na execução dos treinos.
O que mudou de verdade
O Stryd mudou a perspectiva sobre onde eu estou e como posso evoluir.
Ele está me ajudando a entender com mais clareza quais fatores realmente influenciam meus treinos e como cada sessão impacta minha evolução.
As zonas de frequência cardíaca deixaram de ser a referência principal. Entraram as zonas de potência.
No fim, o que mudou foi a estratégia.
Ainda não cheguei lá. É só o começo.
— Michel by Sync

Obrigado por dedicar um post a explicar o que é o Strid!
Jamais imaginaria ser um treco (sensor/device) amarrado ao cadarço do tênis e que pudesse ser tão poderoso em informações relevantes!
Incrível mesmo…
Assim como seguem incríveis seu texto, organização de pensamento, e vontade de exprimir os sentimentos de sua evolução!!
Não sei se o edito de seu blog permite, mas se for o caso, sempre deixe em itálico aas palavras em inglês, aqui neste caso, percebi ao menos o “pace”.
Siga a nos iluminar!!!
Homerix,
Se esse post fez sentido para você, já valeu a pena.
É realmente impressionante que um equipamento tão pequeno tenha tanta utilidade.
Obrigado pelas palavras, meu amigo — e pela dica também. Vou prestar mais atenção nos termos na próxima.
Valar Morghulis.
Valar Dracarys