
O meu primeiro tênis de corrida foi o Olympikus Corre Grafeno 3.
Não foi resultado de uma pesquisa extensa nem de comparações entre espumas, drops ou placas. Foi um presente da minha esposa, num momento em que eu ainda não sabia se a corrida realmente faria parte da minha rotina.
Eu ainda estava decidindo.
O tênis não.
O Corre Grafeno 3 é leve e firme. Não entrega um amortecimento exagerado, daqueles que parecem corrigir tudo. Ele devolve exatamente o que eu coloco na passada.
Ele tem uma placa com grafeno, que deixa a passada mais estável e direta. A espuma responde mais do que afunda. O solado, com borracha desenvolvida em parceria com a Michelin, transmite segurança no asfalto. O cabedal é simples, leve e respirável — cumpre o que promete, sem chamar atenção para si.
Nada ali parece excessivo.
Quando exagero no ritmo, sinto. Quando respeito o processo, ele responde melhor. Hoje entendo que isso é importante.
Ele não mascara a falta de base. Exige construção.
É o tênis de quem está no primeiro passo consistente — e isso muda a perspectiva.
Ele marca o momento em que deixo de dizer que preciso começar e passo a dizer que comecei.
E, no fim, é isso que importa.
Ainda não cheguei lá. É só o começo.
— Michel by Sync

Nossa, amigo!
Texto merecedor de elogios!
1. Por si só, correto, direto, detalhado na medida da necessidade
2. A Olympikus e a Michelin deveriam contratar-te como garoto propaganda!!!
3. Se eu fosse correr ainda nesta passagem, era um Grafeno que eu iria comprar!
Excelente!
Agora eu fiquei feliz demais, Homerix, my friend! Quando eu pensei em escrever esse texto e, mais ainda, quando projetei essa parte aqui do Sync, a ideia era ajudar as pessoas a entender um pouco mais as tecnologias e os acessórios usados na corrida. Se você se sentiu assim, consegui passar a impressão certa.