Semana sob efeito do estúdio

  1. Contexto

A semana começou diferente. Na segunda-feira, o primeiro treino no Estúdio da Corre — um treino de core e de força voltado para a corrida — entrou na rotina depois de muito, muito tempo sem trabalho de academia. O corpo acusou, e essa conta foi cobrada nos três treinos de corrida que vieram na sequência.

  1. Dados

Estúdio da Corre — 30/03
Core | 39min | FC média 144 bpm | PSE 9

Intervalado — 29/03
5x800m | 44min | 5,0 km | FC média 158 bpm | PSE 8

Corrida — 31/03
6x4min trote | 30min | 3,51 km | FC média 161 bpm | PSE 7

Intervalado — 03/04
6 intervalos curtos | 28min | 3,08 km | FC média 158 bpm | PSE 9

  1. Percepção

A semana não foi fácil, e os números mostram isso com clareza. O estúdio me lembrou que eu tenho músculos — e que eles estavam esquecidos há tempo demais. A dor muscular apareceu já na terça e só foi embora no domingo. Treinei no sábado ainda sob influência do treino da segunda.

O segundo intervalado trouxe outro fator: treinar de dia é diferente. Não é só o calor — é a disposição, o ritmo biológico, a sensação de que o corpo ainda não acordou direito. O Garmin apontou condição de desempenho positiva nos dois intervalados, mas a percepção foi de esforço máximo nos dois.

  1. Análise

A semana revelou dois padrões importantes. O primeiro é esperado: o corpo leva tempo para absorver um estímulo novo, especialmente quando esse estímulo ficou ausente por muito tempo. O core não é treino leve — e os dias seguintes deixaram isso bem claro.

O segundo padrão merece atenção: os dois intervalados tiveram PSE 8 e 9, mas o Garmin apontou condição de desempenho positiva nos dois. Isso sugere que o corpo estava respondendo bem ao esforço mesmo sob fadiga — a percepção de dificuldade estava alta, mas a resposta fisiológica não entrou em colapso. É um sinal de adaptação em curso.

O treino da manhã de sábado ainda é um ponto de atrito. Não é só temperatura — é ritmo biológico. Esse dado vai precisar de mais observações para virar ajuste concreto.

  1. Ajuste

O Estúdio da Corre entra na rotina às segundas e às sextas. Não como substituto da corrida, mas como camada adicional do método. O que essa semana mostrou é que o corpo ainda vai levar alguns ciclos para absorver os dois estímulos juntos sem que um interfira tanto no outro.

Por enquanto, o aprendizado prático é simples: treino de força nas segundas e sextas exige atenção redobrada nos dias seguintes. Ritmo mais conservador, expectativa calibrada, tolerância maior para os números abaixo do esperado.

Ainda não cheguei lá. É só o começo.
— Michel by Sync

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